O que é o PHQ-9 e por que ele é importante?
O PHQ-9 (Patient Health Questionnaire-9) é uma ferramenta de autoavaliação breve e eficaz usada para rastrear, diagnosticar e monitorar a gravidade da depressão.
Com apenas nove perguntas, baseadas nos critérios diagnósticos do DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), ele se tornou um dos instrumentos mais utilizados por profissionais de saúde mental e médicos em diversas especialidades.
A importância do PHQ-9 reside em sua capacidade de:
- Identificação Precoce: Ajuda a identificar a depressão em estágios iniciais, permitindo intervenções mais rápidas e eficazes.
- Monitoramento: Permite que médicos e terapeutas monitorem a resposta ao tratamento ao longo do tempo, ajustando as abordagens conforme necessário.
- Facilidade de Uso: Sua simplicidade e rapidez o tornam ideal para triagem em diferentes contextos, desde clínicas a ambientes de pesquisa.
- Base para Discussão: Serve como um excelente ponto de partida para conversas mais aprofundadas entre paciente e profissional sobre os sintomas e o bem-estar emocional (veja Perguntas para Primeira Consulta Psicólogo).
Principais Aprendizados
- O PHQ-9 é uma ferramenta de autoavaliação para depressão, importante para identificação, monitoramento e discussão dos sintomas.
- A pontuação do PHQ-9 varia de 0 a 27, indicando a gravidade da depressão (mínima a grave).
- Após o resultado, é crucial procurar ajuda profissional, especialmente para pontuações moderadas a graves, que podem exigir psicoterapia e medicação.
- Recursos adicionais como diários de sintomas e guias de saúde mental estão disponíveis para auxiliar na jornada de cuidado.
Interpretar PHQ-9: Entendendo o Sistema de Pontuação
Cada uma das nove perguntas do PHQ-9 aborda um sintoma de depressão e é pontuada em uma escala de 0 a 3, onde:
- 0: Não houve, de modo algum.
- 1: Vários dias.
- 2: Mais da metade dos dias.
- 3: Quase todos os dias.
A pontuação total pode variar de 0 a 27. Quanto maior a pontuação, maior a gravidade dos sintomas depressivos.
Escala de Gravidade da Depressão pelo PHQ-9
Para interpretar seu resultado do PHQ-9, você pode usar a seguinte categorização:
- 0-4 pontos: Ausência de depressão ou depressão mínima.
- 5-9 pontos: Depressão leve.
- 10-14 pontos: Depressão moderada.
- 15-19 pontos: Depressão moderadamente grave.
- 20-27 pontos: Depressão grave.
É importante notar que o PHQ-9 é uma ferramenta de triagem e não substitui uma avaliação clínica completa por um profissional de saúde mental. No entanto, ele oferece um indicativo valioso que pode guiar os próximos passos no cuidado à sua saúde mental.
O que fazer após o resultado do PHQ-9?
Use seu resultado como um “sinal de direção”, não como diagnóstico. O PHQ-9 ajuda a medir a intensidade dos sintomas, mas a decisão certa depende de risco, impacto na rotina e histórico. Veja um roteiro simples por faixa de pontuação:
- 0 a 4 (mínima ou ausente): continue observando. Se existe incômodo recorrente, registre padrões com um Diário de Sintomas de Depressão e reavalie em 2 a 4 semanas.
- 5 a 9 (leve): considere iniciar psicoterapia e ajustar rotina (sono, alimentação, movimento). Se houver piora, procure avaliação médica.
- 10 a 14 (moderada): procure ajuda profissional. Psicoterapia é recomendada e uma avaliação médica pode ser útil para checar comorbidades e discutir opções.
- 15 a 19 (moderadamente grave): busque apoio profissional com prioridade. Aqui, é comum que a combinação psicoterapia + avaliação psiquiátrica seja considerada, especialmente se há grande impacto funcional.
- 20 a 27 (grave): procure ajuda imediatamente. É forte candidato a cuidado combinado e acompanhamento mais próximo.
Alerta de segurança: se você marcou qualquer frequência na pergunta 9 (pensamentos de morte ou autoagressão), não espere. Procure ajuda agora. No Brasil, ligue 188 (CVV) e, em emergência, procure um pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).
Consulta psiquiátrica vs. acompanhamento psicológico: qual é a diferença?
Depois de responder o PHQ-9, muita gente fica com a mesma dúvida: “Eu preciso de um psiquiatra ou só de terapia com psicólogo?”. A resposta depende da intensidade dos sintomas, do impacto na rotina e de sinais de risco.


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