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Como Explicar Sintomas na Consulta: guia prático para falar com seu médico

Prepare perguntas para o médico

Alguns exemplos:

  • “Qual é a possível causa dos meus sintomas?” (Para mais sobre, Perguntas para Primeira Consulta Psicólogo)
  • “Quais tratamentos existem para o meu caso?”
  • “Quanto tempo costuma levar para melhorar?”
  • “Quais são os efeitos colaterais deste remédio?”

Levar tudo anotado evita o famoso “esqueci de falar isso”.

4. Roteiro consulta saúde mental: passo a passo para explicar sintomas

Aqui vai um roteiro consulta saúde mental simples para você seguir durante a conversa com o psiquiatra, psicólogo ou clínico geral.

1. Comece com o quadro geral

Uma frase inicial ajuda o médico a entender o contexto:

  • “Estou aqui porque há três meses me sinto muito desanimado e isso está atrapalhando meu trabalho e minha vida em casa.”

2. Descreva cada sintoma com exemplos

Evite apenas rótulos como “estou deprimido” ou “tenho ansiedade”.

Prefira:

  • “Todas as manhãs acordo com uma sensação de peso no peito. Sinto um vazio e falta de vontade de levantar da cama, mesmo quando tenho coisas que antes eu gostava de fazer.”
  • “Quando fico ansioso meu coração dispara, minhas mãos suam e tenho a sensação de que algo muito ruim vai acontecer.”

3. Explique a cronologia

Conte quando começou e como evoluiu:

  • “Isso começou há cerca de seis meses, depois que perdi o emprego. No início era mais leve, mas nas últimas semanas piorou.”

4. Fale dos fatores desencadeantes

Cite situações que pioram ou melhoram os sintomas:

  • “Piora quando preciso falar em público.”
  • “Fica mais intenso quando estou sozinho à noite.”
  • “Melhora um pouco quando faço caminhada.”

Eventos de vida, como luto, traumas ou mudanças grandes, também são importantes de mencionar.

5. Use números para intensidade e frequência

O médico entende melhor quando você quantifica:

  • “Minha tristeza é 8 em uma escala de 0 a 10.”
  • “Tenho crises de ansiedade umas 4 vezes por semana.”
  • “Durmo em média 4 horas por noite.”

6. Mostre o impacto na sua rotina

Explique o que você deixoude fazer:

  • “Parei de ir à academia, que eu frequentava três vezes por semana.”
  • “Não consigo cuidar da casa como antes.”

5. Como falar sobre depressão na consulta de forma clara e segura

Se você quer saber como falar sobre depressão na consulta, pense em quatro grupos de sintomas: emocionais, cognitivos, comportamentais e físicos.

Sintomas emocionais

Em vez de dizer só “estou mal”, explique:

  • “Sinto uma tristeza constante, quase o dia todo.”
  • “Tenho sensação de desesperança, acho que nada vai melhorar.”
  • “Me sinto sem valor, como se eu atrapalhasse todo mundo.”

Sintomas cognitivos (pensamento)

Conte dificuldades como:

  • “Não consigo me concentrar para ler uma página de um livro.”
  • “Esqueço coisas simples, como o que ia fazer na cozinha.”

Sintomas comportamentais

Dê exemplos do que mudou:

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  • “Antes eu saía com amigos todo fim de semana, agora passo os dias trancado no quarto.”
  • “Perdi o interesse em hobbies que eu amava, como tocar violão.”

Sintomas físicos

Explique mudanças no corpo e no ritmo:

  • “Perdi o apetite e emagreci 6 quilos em dois meses.”
  • “Durmo demais, até 12 horas por dia, e mesmo assim acordo cansado.”

Como falar de pensamentos sobre morte ou suicídio

Se você tem pensamentos assim, é muito importante contar ao médico com sinceridade. Você pode dizer:

  • “Às vezes penso que a vida não vale a pena.”
  • “Já pensei em me machucar.”

Se em algum momento você tiver plano concreto ou intenção de se machucar, procure ajuda de emergência imediatamente: serviço de urgência, pronto-socorro ou serviço de apoio em crise na sua região. Para criar um plano de segurança, veja (Para criar um plano de segurança, veja Guia Prático: Criando Um Plano de Segurança Para Crises Emocionais).

Não guarde isso só para você. Não é exagero. É assunto sério e o médico precisa saber para proteger você.

6. Técnicas efetivas para descrever sintomas ao médico

Algumas técnicas simples deixam sua comunicação muito mais clara.

Use exemplos concretos

Compare:

  • Frase vaga: “Tenho problemas de sono.”
  • Frase clara: “Deito por volta das 23h, mas fico acordado até 3h da manhã pensando em problemas. Acordo às 5h e não consigo dormir de novo.”

Quanto mais concreto, melhor.

Organize por categoria

Você pode falar na ordem:

  • Emocionais: tristeza, medo, ansiedade, irritação
  • Físicos: dor de cabeça, falta de energia, aperto no peito
  • Cognitivos: confusão, dificuldade de lembrar e de decidir
  • Comportamentais: isolamento, choro fácil, crises de raiva

Descreva frequência, duração e intensidade

Inclua:

  • Quantas vezes por dia ou semana
  • Por quanto tempo dura cada crise ou sintoma
  • Quão forte é, em uma escala de 0 a 10

Use também comunicação não verbal

Seu corpo fala junto com suas palavras.

  • Se você chora ao contar algo, isso mostra a carga emocional
  • Expressões de medo, angústia ou cansaço ajudam o médico a perceber a gravidade
  • Falar devagar, com voz baixa, também pode indicar depressão importante

Não tente “parecer bem” para não preocupar o médico. Seja como você está de verdade.

7. Ferramentas práticas para levar à consulta e explicar sintomas

Algumas ferramentas simples ajudam muito na hora de como explicar sintomas na consulta.

Written By

Terapeuta integrativa com foco em autocuidado feminino, inteligência emocional e reconexão espiritual. Ao longo de mais de uma década de estudos e práticas, Cecília Gaia escreve sobre cura interior, ciclos da mulher, mindfulness e práticas energéticas no portal CleoLoiolaTP.com.

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